Jogos Matemáticos.
Reportagem extraída do Jornal "Estado de Minas" de 05 de abril de 2003 - Caderno Gurilândia
Números positivos e negativos, equações e figuras geométricas. Nem todos os alunos
consideram o estudo da matemática um pesadelo. Em algumas escolas, as aulas dessa disciplina - que já assustou muitos estudantes - tem se tornado momentos de descobertas e diversão. O quadro-negro cedeu espaço a jogos de todos os tipos que desafiam meninos e meninas de várias idades. O que começa com uma simples competição entre os colegas, termina ensinando
conceitos e formas deferentes de raciocínio.
Na escola da serra, não existe problema matemático que seja difícil demais para os alunos. "gosto de todos os conteúdos e, principalmente, de somar. Não me lembro de ter estudado nenhuma matéria difícil", explica Paula Resende, de 6 anos. Para Letícia Rocha, de sete, aprender jogando é mais fácil. "Durante os jogos, temos que pensar bastante e fazer várias contas", explica. Ubiratan Machado, também de sete, acredita que os jogos facilita o aprendizado, tornando-o mais divertido. 'A gente joga e só depois percebe que está aprendendo", descreve Bruno Vilela , de sete.
Os professores defendem o uso de novos recursos para o ensino da disciplina.
"Ao participar das competições, o aluno vai descobrindo os conceitos e registrando os resultados
no caderno. Não basta dizer a resposta certa, é preciso descrever que raciocínio foi adotado", explica a professora do 1º ano do 1º ciclo da Escola da Serra, Denise Vitarelli. A professora
Maguy Sales, que dá aula para a mesma série, lembra que as aulas tradicionais são mais fáceis.
"Se a proposta é diferenciada, a aula tem outro ritmo", afirma. (FR)
Pouco a pouco, a estratégia de utilizar jogos no ensino da matemática vem conquistando adeptos.
Em breve, as competições matemáticas devem chegar as escolas públicas. Na PUC-Betim, os estudantes do curso de matemática trabalham durante vários períodos na criação de jogos pedagógicos, que facilitam o ensino da disciplina.
A proposta foi tão bem sucedida que deve ser implantada em algumas escolas pública do município. "Investigamos quis o recursos didáticos existente para o ensino da geometria para estudantes
cegos. Criamos uma caixa de madeira, onde o aluno pode aprender sobre ângulo, triângulo, circunferência, raio, funções e gráfico. Fizemos alterações na caixa e descobrimos que ela serve para
ensinar geometria a qualquer estudante", descreve a aluna do 7º período do curso de matemática, Poliana Januário, que desenvolve
o projeto com outros cinco colegas.
Outro grupo, do 5º período do mesmo curso, desenvolveu os jogos laranja na cesta e corridas de carro para ensinar os conteúdos de matemática a alunos á partir dos quatro anos. " O aluno joga
um dado que determina quantas laranjas tem que ser retirada da cesta. Ele aprende sobre quantidades e a fazer somas e subtrações", explica Ângela Maria Ribeiro, que desenvolveu o projeto em parceria com Lorena Darós Silva. Na corrida, o aluno só tem autorização para
avançar com seu carro se acertar a pergunta feita pela professora. " Para o aluno, o jogo é uma forma de visualizar o conteúdo aprendido", detalha Ângela.
domingo, 28 de junho de 2009
sexta-feira, 12 de junho de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
sábado, 23 de maio de 2009
Uma Sala diferente...
Atualmente, podemos observar que o avanço tecnológico toma conta de nossa vida, renovando-se diariamente.Assim, o conhecimento inovador deve ser integrado aos conhecimentos já adquiridos e transmitido de forma clara e coerente, obtendo sucesso em sala de aula.
Desde o início da humanidade, a matemática é conhecida pelos homens, que a usavam em uma
série de atividades, estabelecendo relações em seu meio, porém sem reflexões científicas.
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, o “homem para exercer cidadania deve
saber calcular, medir, argumentar, raciocinar e tratar informações estatisticamente”.
Partindo desse pressuposto, podemos dizer que, para obter êxito no processo ensino-aprendizagem, a criança deve realizar experiências concretas, vivenciando dinamicamente os conteúdos que lhe forem propostos, respondendo positivamente ao mundo que a rodeia, através de conceitos construídos e interiorizados, manipulando uma série de materiais concretos, que servirão como auxiliares no desenvolvimento de seu raciocínio.
A falta de materiais específicos e de um local apropriado, onde a criança possa trabalhar os conceitos matemáticos, tem dificultado o trabalho com a disciplina, colaborando para os altos índices de não aprendizagem, pois os alunos não conseguem assimilar as situações-problema por não terem a oportunidade de vivenciar tais situações.
Para acompanhar a evolução tecnológica que a cada dia se expande, é importante que nós educadores mudemos nossa maneira de ensinar a matemática, que é vista pela maioria das crianças, jovens e adultos como um “terror”, a “coisa mais difícil de aprender”.
Por que tantas pessoas têm em mente tais “conceitos negativos” sobre a matemática? Uma resposta simples e objetiva é que nunca a aprenderam corretamente e nem sabem qual é o seu papel social, visto que na escola são obrigadas a saber fórmulas, teorias e cálculos gigantes, em geral de forma mecânica, sem saber o porquê de tudo isso.
Tal visão pode ser modificada com a proposta de um trabalho criativo, que investigue, crie novas
fórmulas, analise os problemas político-sociais da atualidade e esteja sempre verificando o que se passa no comércio, indústria, jornais, etc.
O fracasso matemático nas escolas vem acompanhado de vários elementos relacionados à
metodologia, conteúdo e ao próprio professor.
Existe maior habilidade por parte dos alunos para resolver os exercícios mecanicamente do que
para saber explicá-los. Não sabem por que chegaram a tal resultado ou porque determinado problema é resolvido de determinada maneira, desvalorizando, dessa forma, o cálculo mental, não abordando os conceitos adquiridos na vida diária.
Cabe ao professor conscientizar-se de que a prioridade é a aprendizagem verdadeira do aluno e não apenas a simples transmissão do conteúdo, como tem ocorrido na maioria das escolas. Então, o professor é quem, em primeiro lugar, deve partir para a mudança, renovando seus conceitos, modificando sua concepção matemática, tendo a ampla visão de que é o aluno o centro do processo e quem deve ser visto como um ser ativo na construção do conhecimento.
A matemática tem por objetivo desenvolver o espírito criativo, o raciocínio lógico e o pensar
matematicamente, construindo variados significados de números naturais, a partir das diferentes formas de utilizá-los, no cotidiano do aluno.
É importante que as situações-problema sejam construídas e resolvidas a partir delas próprias,
buscando-se reconhecer que muitas vezes a mesma operação relaciona-se a problemas diferentes, sendo que um único problema pode ser resolvido com várias operações.
Um dos maiores desafios educacionais na atualidade é que ocorra uma mudança no perfil do
professor, o qual traz todo o conhecimento pronto e acabado para a sala de aula, sem permitir que seu aluno raciocine, mas apenas memorize, copie e reproduza o que lhe foi ensinado.
O conhecimento fora da sala de aula, o qual nossos alunos já trazem de seus lares, deve ser explorado e valorizado servindo como ponto de partida para a aquisição de novos conhecimentos.
A matemática pode ser aprendida por qualquer criança, desde que esta possa criar e expor seus pensamentos, tendo o professor que dar tal oportunidade criando um ambiente de manipulação, investigação e formação de hipóteses a fim de que o aluno seja o construtor de seus próprios conceitos. Ele apenas será um auxiliador.
Surge, então, a necessidade de a escola criar um local onde possa ser trabalhada e ensinada a
matemática: o laboratório matemático.
O laboratório matemático é caracterizado por atividades experimentais, realizadas pelo aluno e
pelo professor, com o intuito de construir conceitos, levando questões a serem discutidas, relacionando conteúdos escolares com atividades vivenciadas no cotidiano, onde o aluno desenvolve sua própria linguagem relacionada a sua compreensão, interpretando e realmente apreendendo a realidade matemática.
O espaço do laboratório deve ser marcado por um ambiente cooperativo e estimulante para o
desenvolvimento do aluno e para que se promova a interação entre os diversos significados que serão apreendidos.
Para que isso ocorra, deve-se contar com alguns instrumentos de trabalho para a realização de
atividades diferenciadas como jogos, desafios, diferenciados materiais concretos, etc.
A partir do momento em que houver conscientização dos professores sobre a importância do
trabalho matemático junto ao laboratório, saberemos que além de dinâmicas as aulas de matemática serão muito mais atrativas e o objetivo da aprendizagem será conquistado: as crianças não apenas memorizarão os conteúdos e sim apreenderão, sabendo o porquê da matemática. Dessa forma, melhorará ainda mais a qualidade do ensino nas escolas.
Profª Patrícia Fabiano
quinta-feira, 21 de maio de 2009
O Laboratório de Matemática
O Laboratório de Matemática é uma sala com jogos e materias práticos para o ensino de matemática, o laboratório é utilizado semanalmente por todas as turmas em que realizamos uma matemática experimental, divertida e concreta. O Laboratório de Matemática visa o aprimoramento da práxis dos professores possibilitando uma melhor qualidadede ensino para os alunos e auxiliando-os na tarefa de aprender cada vez melhor a matemática, num ambiente dinâmico e interativo. A matemática é vista como uma disciplina que traz grandes dificuldades para os alunos. Diante disso, a busca de meios para que a aprendizagem aconteça de forma mais ativa e que o aluno faça parte da aprendizagem, observando, refletindo e tirando conclusões, passa pela vivência dos conteúdos matemáticos, esta vivência pode se dar de diversas formas. Assim, o professor tem um papel decisivo e importante na sala de aula, uma vez que ele é quem conduz o processo ensino-aprendizagem, pois entendemos a escola como um local de construção de conhecimento e de socialização do saber; como um ambiente de discussão, troca de experiências e elaboração de uma nova sociedade, onde é fundamental que a utilização de recursos seja amplamente discutido e elaborada com a comunidade escolar.A implementação do laboratório tornou-se uma ferramenta fundamental para a aproximação do educando com a disciplina, foi surpendente a reação dos alunos ao descobrir uma matemática diferente e descomplicada.Professora Patrícia Fabiano
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